O processo de cicatrização é extremamente complexo,  inúmeros pesquisadores dedicam seu precioso tempo na tentativa de decifrar os mecanismos que envolvem as vias normais e patológicas da resposta orgânica responsável pelo fechamento da ferida operatória . No entanto , são tantos os fatores que influenciam direta ou indiretamente esse mecanismo , que ainda existe muito a ser esclarecido. Deficiências nutricionais , tabagismo , uso de medicamentos (corticóides , por exemplo) , técnica cirúrgica inadequada e fatores hereditários podem favorecer ou prejudicar a formação da cicatriz “ideal”.

Algumas patologias são bem documentadas , porém ,  nem sempre previsíveis. Os quelóides e as cicatrizes hipertróficas são exemplos disso . No primeiro caso a cicatriz cresce e se prolifera alem dos limites da incisão cirúrgica , assume um aspecto endurecido e sem tendência a regressão . As cicatrizes hipertróficas também são elevadas , respeitam , porém  , os limites da incisão e tendem a melhorar com o passar do tempo. Em ambos os casos prurido e desconforto local podem estar presentes. O tratamento varia desde a aplicação local de corticóide , ressecção cirúrgica , radioterapia até a associação dos métodos para diminuir o índice de recidiva (bem mais associado ao queloide).

Existem outras variações cicatriciais que aparecem em decorrência da alteração de cor (hipo ou hipercromia) , retração  , mal posicionamento e alargamento local . Nesses casos , costumam ser agrupadas no que chamamos de cicatrizes não estéticas (“inestéticas”) . O tratamento é variável e feito após avaliação caso a caso . Somente avaliação especializada pode classificar adequadamente o tipo de cicatriz apresentada e o tratamento mais indicado .