Atualmente a obesidade é um problema de saúde pública em muitos países. No Brasil não é diferente, os gastos com tratamentos de doenças relacionados a obesidade são enormes.Tais patologias seriam perfeitamente evitadas com o controle alimentar. Algumas pessoas, já no estágio de obesidade mórbida ou com indicações precisas, submetem-se a cirurgia de obesidade. Com a grande perda de peso decorrente desse procedimento muitos problemas são resolvidos, mas o que fazer com o excesso de pele remanescente ?

O abdome, mamas, braços, coxas, dorso e face sofrem com a redução drástica de peso. A pele fica literalmente “pendurada”, as dobras cutâneas tornam difícil a higiene local provocando prurido e dermatites. Além disso, a dificuldade de ajuste das roupas e de aceitação da nova imagem podem levar a perda da auto estima. Por todos esses aspectos as cirurgias plásticas após grande perda de peso assumem caráter reparador e não apenas estético. Muitas cirurgias são propostas para esses pacientes que, normalmente, iniciam pela abdominoplastia e mamoplastia.Se satisfeitos tendem a se submeter a novos procedimentos como lifting de braços e pernas. Quando bem aceitas as cicatrizes se tornam um preço pequeno diante dos resultados.

Fato que sempre deve ser esclarecido é que esses indivíduos cada vez que se submetem a uma cirurgia recebem uma nova cicatriz, em muitas situações retoques são necessários em decorrência da dificuldade de posicionamento e da diferença no processo de cicatrização dos mesmos. Os pacientes devem entender que a jornada é longa e cobra um preço, como qualquer procedimento cirúrgico deve muito bem esclarecido sobre reais riscos e benefícios.